Paul, John, George e Mateus – Dos Beatles à Bíblia, o Dia do Auditor Fiscal.

 

A função de auditor fiscal, essencial para qualquer estrutura de Estado, existe desde o Egito antigo, sendo inclusive citada na Bíblia, gerando indignação aos fariseus o fato de Jesus ter se sentado à mesa com publicanos, os cobradores de impostos da época. Um destes, é o próprio Apóstolo Mateus também chamado de Levi, sendo que o dia 21 de setembro é considerado o dia deste Santo, e por este motivo, comemoramos também o dia do auditor fiscal.

 

O Auditor Fiscal foi também, musa inspiradora de música dos Beatles (Taxman), porém, infelizmente, muitas pessoas, como os próprios fariseus, relacionam nossa função a injustiças ou a pessoas de caráter duvidoso. Na letra de George Harrison, por exemplo, o “taxman” é aquele que só pensa em arrecadar, que vê o imposto como um fim em si mesmo, um parasita que suga os contribuintes até a morte, mas afirmo, com toda tranquilidade, que nos dias de hoje isso não é verdade.

 

As receitas próprias são responsáveis por custear a iluminação pública, a educação, a vigilância sanitária, a segurança, e, apesar de todos os pesares, o Sistema Único de Saúde, um dos únicos do mundo que é universal, ou seja, atende qualquer pessoa, independente de quem seja ou de quanto possua, enfim, oferecem a possibilidade mínima de uma vida digna a todos.

 

Porém, o que mais vemos nas notícias atualmente são manchetes sobre escândalos e mais escândalos de corrupção, onde políticos desviam recursos públicos para interesses privados ou partidários, impossibilitando que o estado possa cumprir suas funções de maneira correta, gerando indignação em todos aqueles que pagam seus impostos, e muitas vezes sendo utilizada como justificativa para a falta de pagamento destes.

 

É neste ponto que se tem o Auditor fiscal como figura de grande importância, pois aqueles que justificam a sonegação pela existência de corrupção equiparam-se aos alvos de suas críticas, desviando recursos que seriam destinados ao Estado, e custeariam serviços básicos destinados a toda a população, para seus interesses privados.

 

Sempre que vejo atitudes deste tipo, lembro-me de uma velha citação de Sócrates (o filósofo!), “É preciso que homens bons respeitem as leis más, para que homens maus respeitem as leis boas”, ou seja, se o problema é a corrupção, utilizemos os meios legais para combate-la, se a carga tributária é excessiva, conversemos com nossos representantes e votemos de forma consciente, para que esta seja revista. Não podemos, porém, justificar um erro com outro, igualando-nos àqueles que tanto criticamos.

 

Mas qual é o papel do auditor fiscal no meio de tudo isso? Hoje o principal foco da auditoria fiscal é o monitoramento, a conscientização e a orientação. Seguimos estritamente os princípios da legalidade, moralidade e impessoalidade. Criamos diversos mecanismos para que os contribuintes possam se auto regularizar. Deixamos de lado o ambiente de conflito para entrarmos em um ambiente de cooperação, ajudando homens bons a cumprirem a lei.

 

Afinal, nós auditores fiscais, assim como todos os cidadãos, queremos que os contribuintes cresçam cada vez mais, gerando emprego, aumentando seu faturamento, e gerando receitas para que o Estado cumpra sua principal função, cuidar daqueles que precisam, e por isso, não só hoje, mas todos os dias, tenho orgulho de dizer bem alto:

 

“YEAH, I’M THE TAXMAN”

 

Autor: Diego de Souza Araujo, Bacharel em direito pela Universidade de São Paulo e Presidente da Associação dos Auditores Fiscais Tributários do Município de São José do Rio Preto.

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