Tecnologias móveis.

 

Tudo aquilo que, do ponto de vista do usuário, nos permite o uso sem estar “amarrado ao pé de uma mesa” pode ser considerada uma tecnologia móvel. Acima de qualquer dúvida é uma revolução, algo que já faz parte da nossa vida. Nós já não vivemos sem celular e a tecnologia móvel ao alcance da população se tornou uma ferramenta de acesso 24 horas a quase tudo que se possa imaginar: podemos marcar o tempo da corrida, realizar um vídeo conferência de trabalho, pedir comida, monitorar o sono da noite, verificar exames médico, ou seja, quase tudo que se possa imaginar. Devemos isso à evolução da tecnologia, mais precisamente da conexão com a internet, do hardware e do software, partes fundamentais da tecnologia móvel em geral.

 

Cada vez mais se concretiza a necessidade de acesso rápido e fácil a serviços e informações, o que acabou se tornando essencial para qualquer setor da atividade humana a qual estamos submetidos. Para o usuário esse “mundo ideal” só é desconstruído quando ele se dá conta que um portal ou serviço que não possui acesso móvel ou não está disponível na rede.

 

 

De acordo com a CISCO IBSG, a previsão de dispositivos para 2020 pode atingir cerca de 50 bilhões no mundo. E como está o cenário quando analisamos as informações a respeito dos órgãos públicos?

Esse é o cenário

 

Na tabela abaixo temos uma pesquisa de 2017 da (Cetic.br), que aponta a disponibilidade de aplicativos pelos municípios brasileiros.Fonte: CGI.br/NIC.br, Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), Pesquisa sobre o uso das tecnologias de informação e comunicação no setor público brasileiro – TIC Governo Eletrônico 2017

 

 

 

Já poderíamos esperar que as capitais estivessem na frente dos municípios menores devido ao fato de serem capitais. Entretanto, o que mais chama atenção na pesquisa é o fato de que municípios de médio porte (Mais de 100 mil até 500 mil habitantes), são os que mais estão atrasados em relação a mobilização tecnológica dos seus serviços.

 

 

 

 

Antigamente quando se chegava a um restaurante a primeira coisa que se pedia para o garçom era o cardápio, agora é a senha da conexão com a internet, isso quando já não está disponível, sem barreiras, sem senha. Esse cenário deixa claro que o usuário, mais do que nunca espera que as três partes integrantes estejam disponíveis.

 

Mas e quando não há o que consumir? O que fazer quando se tem o prato, os talheres, mas não a comida?

 

Como ilustra a imagem acima, correr atrás do prejuízo, focando na necessidade estabelecida dentro do cenário atual, com novos tecnologias, mais ágeis e maduras.

 

Quais são as principais dificuldades encontradas pelos governos para implantação de tecnologias móveis?

 

 

No setor privado disponibilizar um serviço online já é uma vitória, quando este serviço é mobile, então se torna superação, isso não é diferente na gestão pública.

 

Integração das informações e serviços

 

Este é o primeiro passo para que os serviços sejam bem estruturados e vantajosos para o usuário final, pois a redundância de informações o irrita. Hoje, muitos serviços públicos dependem de diferentes órgãos e estes órgãos, para prestação dos serviços, dependem das mesmas informações, que são entregues várias vezes pelo mesmo contribuinte.

 

Indecisão ou má decisão

 

Aplicativo nativo x sistema web: A disponibilização de um serviço via tecnologia móvel, muitas vezes não passa pela avaliação franca que diferencia uma necessidade de um capricho. Quando falamos de serviços nativamente mobile, estamos falando de serviços que tem sentido funcionar off-line, ou seja, de um aplicativo que funciona sem conexão com a internet, do contrário a disponibilização de um serviço web em interface responsiva já seria suficiente.

 

Know how

 

Os softwares desenvolvidos muitas vezes contam com uma equipe experiente em relação a regra de negócio, mas que está defasada tecnicamente ou que tem nas mãos um projeto que impede adoção de novas tecnologias como por exemplo: a adoção de uma interface responsiva. Podemos dizer que a interface responsiva é um tipo de “tela” (do ponto de vista do usuário), que se adapta ao aparelho que está acessando, permitindo melhor navegabilidade o que evita a necessidade de desenvolver um aplicativo.

 

Alinhamento de necessidades

 

Este é outro ponto importante, pois muitos softwares que gerenciam os serviços governamentais não são desenvolvidos pelo próprio governo, e sim contratados de terceiros. Diante disto podemos considerar que as necessidades dos governos não estão alinhadas com o software que está sendo utilizado e que o foco está voltado para o controle não para a racionalização da demanda e gestão do serviço disponibilizado.

 

Enfim, estes são apenas alguns pontos e poderíamos citar vários mais que levam o governo a se arrastar tecnologicamente.

 

E quais são os benefícios que podem ser obtidos dessa expansão?

A integração reduziria imensamente os custos com armazenamento, material de escritório, mão de obra qualificada e tempo. O desenvolvimento ou contratação mais exigente de serviços adequados gerariam mais empregos, mais impostos e redução de custo na operacionalização do serviço. Tudo isso acarretaria uma economia gigantesca aos cofres públicos, mas para que isso aconteça é necessário enxergar, pensar e agir.

 

Então você gestor sente-se na praça de atendimento do seu órgão e olhe tudo aquilo que poderia ser virtualizado, por si só essa já é uma boa reflexão.

 

Autor: Rubsney Silva do Nascimento

Analista de Sistemas, graduado pela UTFPR, pós graduado em gestão de projetos e especialista na operacionalização e fiscalizações do Imposto Sobre Serviços.

https://www.linkedin.com/in/rubsney-silva-do-nascimento-881940b/

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *